Fazia algum tempo que não lia um bom suspense, daqueles que nos deixa tão abismado e curioso que a leitura se estende por horas. Com toda a questão triste e urgente dos incêndios ambientais que ocorrem na Austrália, a obra nos traz a realidade da região do Kiewarra, que não é muito diferente de outras áreas no país, já que com as altas temperaturas e a falta de chuvas, sofre com estas queimadas que dizimam plantações, animais e causam outras grandes perdas. Neste livro, além de toda esta situação, teremos bons personagens e um mistério que consegue fluir e ter seu desfecho louvável.
"Cada degrau foi uma eternidade. Demorei mais do que deveria para subir. Eu sabia que precisava ver o que havia depois daquela porta de alçapão. Por outro lado, torcia desesperadamente para que estivesse trancada".
Voltamos com a nossa coluna amada e hoje vou esclarecer uma dúvida que me mandaram via inbox: como diferenciar os gêneros literários. Realmente causa certa incerteza, então espero que este post possa ser útil.
É muito difícil conceituar o termo gênero literário, mas ao falarmos de seu surgimento, podemos citar dois grandes momentos: a Antiguidade greco-romana e a Poética de Aristóteles. No primeiro, temos o surgimento dos conceitos de cidadania e da cultura em relação a poesia, teatro e a literatura a mitologia, onde encontramos os grandes livros de Homero, Ilíada (Guerra de Troia) e Odisseia (aventuras de Ulisses). Já no segundo, temos os estudos de Aristóteles que busca sistematizar o formato e a estética dos gêneros literários gregos. O texto conta com 26 capítulos, sendo composto por uma introdução geral sobre a arte poética, seguida de uma digressão detalhada sobre a poesia trágica e a épica, concluindo com uma comparação entre ambas.


























