Infelizmente existem autores brasileiros que podem passar despercebido por nossas listas de leituras e estudos. Um dos nomes que conheci faz pouco tempo foi o de Ana Cristina Cesar, uma das poetisas de maior talento e sucesso de nosso país. Nascida em 1952 no Rio de Janeiro, é filha do sociólogo protestante Waldo Aranha Lenz Cesar, um dos fundadores da editora Paz e Terra, que foi comprada pela Editora Record em 2012. Com apenas sete anos, teve seus primeiros poemas publicados no jornal Tribuna da Imprensa. Estudou Letras na PUC-Rio e também cursou dois mestrados, sendo eles em Comunicação na UFRJ e depois Teoria e Prática de Tradução Literária pela Universidade de Essex. Chegou a publicar no Jornal do Brasil, Folha de S. Paulo e no periódico Beijo, que fazia muito sucesso com a sua cobertura sobre cultura. Também trabalhou como analista de textos da Rede Globo.
Realizou especializações voltadas a área literária e enquanto universitária, foi descoberta pela professora Clara Alvim, que se tornou sua mentora. Neste pequeno trecho publicado pela Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), Alvim conta sobre sua relação com Ana C. e seu despertar para conhecer mais do universo dos poetas. Percebe-se em seus trabalhos o reflexo do movimento de contracultura e as reflexões sobre a classe média carioca da zona sul, na qual sempre esteve inserida. Alguma de suas inspirações vem de autoras como Emily Dickinson e Katherine Mansfield, que conheceu ainda nova quando fez um intercâmbio para Londres.




























